quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Carta a Jesus Cristo



“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”

É este o teu mandamento, Jesus, aquilo por que mais lutaste, a verdade que querias ver cumprida. Porém, desconfio que, agora, do lugar de onde te encontras, sintas uma verdadeira angústia, uma dor maior que aquela que sentiste na cruz, quando observas a humanidade, a tua humanidade, suja de sangue, faminta por dinheiro, despida de valores, dos valores que Tu, Jesus, nos tentaste ensinar.
A tua Igreja ainda está de pé. Aguentou dois mil anos, aguentou o vento e a chuva, aguentou toda a erosão. Verdade seja dita, que eu, como católica, não me orgulho, repudio mesmo, o passado obscuro, desumano e vergonhoso que foi o da Igreja que se diz ser Tua. Qualquer um terá que admitir isso e Tu, Senhor, como grande inconformista, apesar de perdoares como sempre fizeste, deves ter vergonha dessa instituição passada. Todavia, esse é, como disse, o passado. Um passado que é melhor enterrado e esquecido. Na actualidade, a Igreja que se diz em Teu nome é mais condescendente e preocupada com verdadeiras questões do mundo que nos rodeia. É necessário, porém, que se levantem valores ainda muito escondidos. É necessário que a Igreja se erga tolerante, como tu eras. É necessário que a Igreja ame a todos, a todos perdoe e a todos aceite, como Tu um dia fizeste.
Jesus, nós somos a Tua Igreja. Imperfeita, é certo, mas cheios de força para seguir o caminho que traçaste para nós. Nós queremos ensinar o que tu sempre ensinaste. Nós precisamos e temos de levar o amor, a paz, a condescendência, a tolerância, o perdão a todos. Nós somos a Tua Igreja e queremos esquecer o passado, derrubar a heresia, porque no presente nós estamos no caminho certo para nos auto-denominarmos teus seguidores. E apesar de ser preciso limar muitas arestas, de ser necessário quebrarmos tradições sem sentido, orgulha-te de nós, pois nós estamos a tentar, a tentar erguer um mundo novo!


Anta, 13 de Janeiro 2010
Ana Évora

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ACAMPAMENTO 2009 -

ACAMPAMENTO 2009

Dia 10 de Julho – Sexta-feira

 

            No chão estavam espalhados sacos e colchões, malas e mochilas. Estava coberto de tudo aquilo que cada um precisaria para passar aquele fim-de-semana. Assim que cheguei procurei com o olhar, com rigorosa atenção, algum catequizando do meu ano e após encontrar um grupo deles, despedi-me da minha mãe e fui até lá. Notava-se em todo aquele lugar uma certa energia contagiante e esperava-se desde o início o melhor daquela nossa pequena aventura. Os grupos iam-se formando assim que passavam os minutos e de todos os lados apareciam adolescentes com mochilas às costas e colchões debaixo dos braços. Quem não soubesse o que ali se passava, intrigar-se-ia com tanto jovem sorridente e carregado até não poder mais. Bem, a hora estava a chegar e com o autocarro à espera toda a nossa bagagem começou a ser levada para dentro da mala do nosso transporte para ser levada para o nosso destino. 

            Chegados à quinta, após uma viagem que se demonstrou mais longa do que verdadeiramente era, devido à algazarra que se gerava no autocarro, deparamo-nos com jovens que simulavam antigos seguidores e amigos de Paulo, vestidos a rigor. Convidaram-nos a sentarmo-nos no chão sobre alcatifas e foi aí que esperamos pelo grupo que seguia no outro autocarro. Tudo desembarcado e sentado no chão, começou assim a verdadeira recepção a todos os grupos de catequese. Paulo (representado por Nuno Faria), vestido à época e acompanhado pelos símbolos daquele discípulo, iniciou a sua apresentação, explicando-nos o que deveríamos esperar do acampamento, regras e pequenas coisas que deveríamos tomar em conta. Disse-nos também que, este ano, os grupos de catequese seriam representados como comunidades por onde ele, Paulo, havia passado e evangelizado e assim sendo, fez-se a divisão, aleatoriamente, de quem seria quem. Foram formadas sete comunidades: Coríntios (de Corinto, representados pelo 9ºano), Filipenses, Colossence, Romanos, Gálatas, Tessalonissences, e Efésios.

            Com o dossier da sua comunidade na mão, cada grupo, guiado por um seguidor de Paulo (jovens que acima me referi) estava pronto a dirigir-se para a sua tenda onde deveria colocar toda a bagagem e preparar o que havia a ser preparado. Os minutos passaram rápido e pouco depois víamo-nos de mãos dadas em redor do sítio onde a maioria dos momentos se passariam, cantávamos “Por este pão, pão, pão, por este dom, dom, dom, nós te louvamos, louvamos, louvamos senhor…” e rezávamos um Pai Nosso agradecendo a refeição que iríamos tomar. Era assim que cada momento antes de cada refeição se iria passar, unidos a cantar e a rezar, o que de início se demonstrou algo sem sentido e, como costumamos dizer, uma “seca”, mas que com o passar do tempo se tornou algo que não nos importávamos de fazer e que demonstrava que estávamos ali para estar juntos e unidos. O jantar foi de partilha e cada comunidade conviveu e riu durante esse momento.

            O ar daquele lugar era limpo e trazia com a brisa um leve perfume da natureza, era bom estar ali, na companhia dos Coríntios e de todos aqueles que lá estavam, pessoas afáveis com quem rir era fácil e com quem conversar ainda mais fácil era. A noite veio por si própria, sem presas, trazendo um frio cortante por entre os montes e o sol ia-se escondendo deixando-nos até à manhã do dia seguinte. Fomos chamados para ir até ao campo de futebol da quinta onde veríamos o filme “Nunca é tarde Demais”, não partimos sem antes levarmos mantas e agasalhos suficientes para o tempo que estaríamos ao relento, e assim fizemos. 

“Nunca É Tarde Demais”     

            Pretendemos alcançar o firmamento, ir de encontro ao sol, descobrir a felicidade instantânea e constante, para isso, percorremos infindáveis caminhos, viajamos até ao outro lado do mundo, procuramos em lugares que não terão a resposta que queremos encontrar, vagueamos por entre ruas desertas e por entre multidões de rostos cansados do stress da vida. Talvez nos enganemos ao procurar durante metade da nossa vida por essa felicidade que não vemos que está mesmo à nossa frente. Viajamos por caminhos desnecessários, por vielas estreitas e florestas perigosas. Queremos o mundo e nunca nos contentamos nem admitimos que tudo o que precisamos está bem perto da nossa casa, tão perto do nosso coração. Era essa a mensagem do filme e aquela que fomos discutindo enquanto passávamos a bola perguntando algo que nos intrigava a quem a apanhasse, momentos após o visionamento do filme. Quanto a mim, perguntaram-me se já havia feito alguém feliz, e eu retribuo a pergunta: já fizeram alguém feliz? A mim disseram-me que sim, que eu já tinha feito alguém feliz: o Criador e os meus pais, e penso que quem mo disse tem toda a razão, gosto de acreditar que realmente sou alguém para alguém e isso traz-me sempre o saborear da palavra útil na minha existência. A verdade é que com este filme aprendi que a felicidade está na porta ou lado ou ainda mais perto, na chave do meu coração que entreguei a Cristo, durante o Compromisso da catequese deste ano. Ele poderá abri-lo, pois tem a chave, mas eu guardei uma cópia para ti ou para quem o quiser abrir, porque é com vocês que eu sou feliz, com todos aos quais sorrio como acto reflexo. E sei que todos guardamos várias cópias dessa chave e as entregamos durante a vida àqueles que queremos que estejam perto de nós, àqueles que amamos! Se conseguíssemos ver a riqueza que temos à nossa frente, talvez evitássemos tantas viagens que só acartam despesas e dores inconfortáveis. Como dizia Alexandre O’Neill num dos seus poemas: “Abre os olhos e olha”!

 

Dia 11 de Julho – Sábado 

            Foi uma das noites mais longas da minha vida, não preguei olho e penso que poucos o conseguiram fazer. Molhei os pés na piscina enquanto respirava fundo e relaxava, pensando no momento de oração do dia anterior, isto eram umas duas horas da manhã. Havia quem jogasse Poker ainda com o nevoeiro da noite a contribuir para a escuridão cerrada da madrugada. Outros conversavam na cozinha a preparar o dia de Sábado e havia também quem estivesse recolhido nas suas tendas, mas de certo, não estaria a dormir.

            A manhã de Sábado estava fria, com cara de poucos amigos, se assim o posso dizer. O nevoeiro da noite não se havia dissipado e isso contribuía para o meu enfado e cansaço. Foi nesta manhã que o 10ºano preparou uma surpresa para todos os campistas: a largada de balões, uma surpresa que dissipou qualquer sonolência. Com uma pequena encenação expuseram a sua mensagem e aquela que mais foi debatida durante o acampamento e que é importantíssima: a esperança! Estávamos receosos pelos balões que deveriam levantar voo, mas que com aquela manhã não parecia ser a ideia mais plausível. Todavia, contra as nossas faltas de esperança, os balões lá levantaram voo e voaram para longe como pretendiam os catequizados do 10ºano que acontecesse, demonstrando que a esperança nunca morre e que como os balões deveríamos seguir os nossos caminhos contra todos os obstáculos e todos os receios. A Esperança nunca morre!

            A tarefa daquela manhã, após o momento organizado pelo 10ºano, era transformarmos simples t-shirts brancas em “obras de arte” que apresentaríamos à tarde, juntamente com a bandeira de cada comunidade, feita também por nós, e uma representação em que cada grupo desse a entender quem era aquele povo que representavam, no tempo em que Paulo por lá havia passado. Atarefados, pusemos mãos à obra e foi altura, modéstia à parte, para os Coríntios brilharem. A originalidade começou a trabalhar e apresentamos uma pequena representação que compilava o maior erro da comunidade Coríntia: a infidelidade e o incesto. Todos participaram, dividimos tarefas e a cada um uma parte: uns trabalharam nas t-shirts, outros na bandeira, outros nos textos e outros na própria encenação e ideia geral. Foram boas aquelas duas ou três horas que tivemos para a realização e melhor ainda o momento da apresentação em que gravamos o símbolo, de linguagem gestual, para adoro-te junto do resto dos campistas, símbolo que talvez agora represente o acampamento 2009.

            Após a apresentação de cada comunidade durante o início da tarde, estava na hora do Peddy-paper: actividade em que teríamos que realizar certas tarefas para atingir os pontos que para elas estavam destinados. Foi uma tarde divertida, cada grupo a lutar pelos seus pontos, à procura do caminho e dos destinos, com um guia e com vontade de ganhar. Mais uma vez, como tudo naquele fim-de-semana, a tarde passou rápida e o seu fim estava próximo: hora de mergulhar na piscina que lá havia!

            Seguido de um breve momento de oração, veio o jantar e com ele um tempo frio que já nos tinha visitado na noite anterior. Era aquele “o” momento, o ponto alto, na minha opinião, do acampamento: o momento de oração realizado pelo grupo de jovens que foi algo indescritível. Mais uma vez, juntamo-nos no campo de futebol, desta vez recebidos na entrada por uma espécie de mordomo (representado pelo catequista Carlos), que vestia uma túnica preta com capuz e a sua voz era tão gélida como a noite. Uma a uma, cada comunidade, que trazia uma faixa com um pecado capital inscrito, dirigiu-se, seguindo o homem de veste preta, até às grades do campo onde penduraria a tal faixa, regressando depois para o lugar onde nos deveríamos sentar. Seguiu-se uma representação do grupo de jovens e a nossa faixa com o pecado inscrito foi substituída por uma faixa com um dom de Deus. Foi um momento marcante, talvez até arrepiante na forma como apresentado e verdadeiramente profundo. Penso que ninguém ficou de fora da mensagem do momento, em que mais uma vez entrava a esperança que não morre e que devemos sempre trazer connosco, e ainda a mensagem de que o mal pode e deve ser vencido com o bem! Não te deixes levar, vence o mal, com o bem!

 

Dia 12 de Julho – Domingo

 

            O dia reservado para a diversão. Durante toda a manhã a piscina não esteve vazia um minuto. Mas, a verdadeira atracção encontrava-se fora dela, onde se dançava ao som de músicas que todos conheciam e onde a boa disposição era sem dúvida o que mais ali se verificava. Não interessava o porquê, nem o quê, nem como, ali estava a pura diversão, a dança irradiava não só dos movimentos, mas dos olhos que brilhavam e dos lábios que detinham um enorme sorriso ao ritmo das melodias. Estávamos ali e estávamos felizes, cada um à sua maneira e o que importava é que se lá estávamos era para sentirmos toda aquela união e amizade.

            Foi antes do almoço que rezamos o último momento de oração antes de uma refeição, naquele acampamento, do que, sinceramente, vou ter saudades. A tarde passou ainda mais rapidamente do que a anterior. Depois do fantástico almoço, reunimo-nos em frente à cozinha para reflectirmos sobre aquele fim-de-semana. Claro que não foi apenas dos grandes e bons momentos que vieram à tona, foram também realçados pontos negativos que claro, existem sempre, mas que poderiam não ter existido. O respeito foi um deles, quero dizer, o respeito que não existiu, penso que esse foi, realmente, o erro mais grave! No entanto, tudo o resto esteve lá e disso não tenho dúvidas.

 

            E, para terminar, como disse o meu grande catequista e, por favor, nunca se esqueçam: o AMOR é o mais importante!

 

            Ah, uma última coisa, se tivesse que responder à última sugestão do catequista Hélder, que foi a de dizermos uma palavra para qualificar o acampamento, eu diria: indescritível!

           

 

Um obrigado a todos, em especial para o grupo de jovens e os meus catequistas: Nuno Pinto e Cristiana. E claro: vivam os CORÍNTIOS!

 

            Ana Évora

Anta, 18 de Julho de 2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ACAMPAMENTO 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Nós, o grupo de Catequese do 9. ° Ano, fizemos no passado dia 4, em comunidade a Celebração do Compromisso

O catecismo tem por título «O desafio de viver» e entendemos isso como viver ao jeito de Jesus Cristo. Para nós foi um dia de festa, pois sentimos a alegria de sermos cristãos no mundo de pluralismo religioso.



Celebramos um compromisso…O compromisso de seguir Jesus Cristo... Caminho, Verdade e Vida.

-"SIM, queremos assumir um compromisso com Cristo, entregando-lhe a chave do nosso coração."

Para significar o desejo de dar a chave do coração a Cristo, receberam um porta-chaves. Neste, encontraram o nó da amizade, símbolo da nossa amizade com Cristo e da nossa amizade como grupo. O porta-chaves é ainda sinal da chave invisível que dão a Cristo. "


quinta-feira, 16 de julho de 2009

HEAL THE WORLD - MICHAEL JACKSON

É uma música que tem uma grande mensagem de um cantor que nos deixou à pouco tempo – o controverso MICHAEL JACKSON.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

“ JESUS foi o primeiro acólito porque serviu como ninguém”

No passado dia 11 de Junho, foi com grande alegria que assistimos a investidura de acólito de quatro dos " Nossos"  :)

O Pedro, a  Ana, a Inês e a Margarida, deixaram-se transformar por Jesus Cristo e corajosos aproximarem-se do altar decididos a servir Nosso Senhor na mesa da Eucaristia. Ser jovem cristão através do Acolitado é uma forma muito bonita de dar sentido à vida.

É com profunda admiração pelo empenho, juventude e explemplo para os outros que os vossos catequistas vos dão os parabéns, e muita força para que nada nem ninguém, vos afaste de tão sublime missão.

  

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A VIDA ETERNA



O Novo Testamento tem como língua original o grego, e utiliza duas expressões distintas para designar a ressurreição. Do ponto de vista etimológico, significam que, na madrugada de Páscoa, Jesus “despertou/ levantou-se” ou, então, “foi elevado/ exaltado”. No sepulcro o cadáver jaz na horizontal, a morte por crucifixão não podia ser mais humilhante e infame, mas Jesus “despertou/ levantou-se” e “foi elevado/ exaltado”!
Comunicamos geralmente por imagens, e mais ainda neste caso, em que se está a procurar traduzir uma experiência absolutamente nova. Não se trata da reanimação de um cadáver, o voltar da morte novamente para esta vida.
Significa, sim, a passagem da morte para uma vida plena, e por isso com profundo impacto antes de mais na história de um punhado de pessoas muito concretas, que eram mais próximas de Jesus, e às quais se quis manifestar, como corpo ressuscitado. Pelo Pai, mediante o Espírito de Amor, Jesus “levantou-se/ foi exaltado”, levando a nossa natureza humana à participação plena na vida divina.

Segundo, um pouco da história acerca da ressurreição.
É tardiamente que surgem, no Antigo Testamento, referências explícitas à fé na ressurreição, nomeadamente no Segundo livro dos Macabeus, do séc. II aC.
No tempo de Jesus, não havia unanimidade entre os judeus a este respeito. Assim, os saduceus não acreditavam na ressurreição, contrariamente aos fariseus (Mc 12, 18-27). Para refutar a posição dos saduceus, Jesus vai aduzir dois argumentos. A ressurreição é uma realidade nova: “nem eles se casarão, nem elas serão dadas em casamento”.
Consequentemente, não podemos extrapolar sem mais as nossas categorias e, nomeadamente, as nossas relações terrenas de modo a perceber e experimentar essa outra realidade, que respeita a nossa inserção plena na vida divina.
Por outro lado, embora sendo uma realidade nova, pelo menos em parte já a podemos ir experimentando. Deus define-se a si mesmo como relação/ amor: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob”, e, podíamos acrescentar, o Deus de Pedro, João, Maria, Madalena…
A experiência humana deixa-nos intuir que a amizade e o amor têm algo de perene – de divino, diríamos. “Forte como a morte é o amor” (Ct 8, 6), ou antes, mais forte ainda! A ressurreição, vitória do amor sobre a infidelidade e a morte, é um evento que ocorreu pela primeira vez na história humana em Jesus de Nazaré!

Terceiro, o testemunho da ressurreição.
Há quem inveje os crentes e lhes peça que apresentem uma única prova da ressurreição. Mas a grande prova é aquela que cada um de nós está em condições de oferecer, mediante o nosso modo de estar e as nossas atitudes no dia-a-dia.
A ressurreição não se demonstra, mostra-se. E para isso, há que primeiramente se predispor a acolher “os verdadeiros e santíssimos efeitos da ressurreição” (S. Inácio de Loiola).
Foi essa transformação interior que ocorreu naquela manhã de Páscoa, fazendo dos discípulos medrosos e na sua maioria de condição rude, uma comunidade coesa que é a Igreja nascente, primeiro fruto e testemunho da ressurreição.
Há que se abrir à ressurreição que faz de nós homens e mulheres novos (Ef 4, 17) e através de nós recria progressivamente esta nova realidade e eterna primavera, “um novo céu e uma nova terra” (Ap 21, 1), inaugurado há dois mil anos. É um testemunho que está nas nossas mãos e nos responsabiliza, a fim de também poder chegar aos outros.
A ressurreição não é testemunhável directamente por ninguém, nem sequer pelos guardas que faziam piquete ao sepulcro. O nosso testemunho constitui o acesso privilegiado dos outros à ressurreição. A ressurreição já é essa “alegria, gozo e glória” que os nossos corpos eventualmente possam deixar transparecer.
A ressurreição traz consigo uma consolação interior, que sentimos a necessidade de pôr a circular em favor dos outros.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Somos chamados a viver na verdade e Deus é a fonte de toda a verdade ”

“ A verdade de Deus manifestou-se totalmente em Jesus Cristo” 

“ Seguir Jesus é viver a verdade que liberta



Para aprofundar o nosso conhecimento sobre a prespectiva cristã da Verdade, vamos procurar:

Jer 9, 1-5  --  Mt 21, 28-31 --  Mt 7, 1-5 --  Mt 23, 25-26 -- Jo 17, 17-19  

VIVER NA VERDADE

VIVER NA JUSTIÇA

VIVER NA JUSTIÇA

catequese 12 - Actividade

   Cada um vai imaginar que é o presidente dos estados unidos da América e que vai ter um dia muito preenchido em matéria de decisões, dispõem de muito poder na administração de recursos, que são gigantescos..


Como   PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS...

... gostaria de gerir os recursos nacionais gastando mais dinheiro nas seguintes áreas:
(Pensa na importância de cada um destes pontos e ordena-os segundo a tua ordem de prioridades. Numera-os de 1 a 10.)
Ajuda aos países em vias de desenvolvimento,  Defesa , Urbanização de subúrbios , Protecção do ambiente natural, Educação,  Rede de comunicações, Ajuda à agricultura ,  Ajuda à indústria , Astronáutica, Luta contra a pobreza.
 
Pensa agora nos valores e convicções que, a teu ver, estão na base de cada gasto e envia os teus comentários.

(Por exemplo: Educação: Toda a pessoa tem o direito de desenvolver o mais possível as suas capacidades. O saber intelectual e emocional ajuda o ser humano a sobreviver.) Empenha-te nas três primeiras escolhas e anota os motivos da tua preferência.

catequese 12

sábado, 11 de abril de 2009

MENSAGEM DE PÁSCOA

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Uma Santa Páscoa e não se esqueçam do que realmente importa.

Abraços e Beijinhos dos vossos catequistas.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Quarema

A hora de JESUS..
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Jesus sentia que era um momento decisivo…

Nessa manhã tinha entrado no Templo, depois de ser recebido como um Profeta e aclamado como líder carismático pelos simples do seu Povo, e desatara à chicotada como sinal de libertação de toda a lógica escravizante do culto que aí se praticava.

Nessa manhã, fora longe demais…
E ele sabia-o. Não tinha sido um acaso essa atitude.

Agora, neste anoitecer de quinta-feira em que se preparava para comer a refeição da Páscoa com os seus discípulos, à mesma hora em que todas as famílias judaicas o faziam, Jesus percebia que era a Hora decisiva e definitiva…Não teria muito mais tempo… Era impossível tê-lo, pois os chefes do seu Povo, os “donos do deus do Templo” fariam tudo o que pudessem para o apanhar o mais depressa possível.

Diante de si, a Fidelidade que pagaria com sofrimento e talvez mesmo com uma morte violenta, ou dar um “passo atrás”, fugir da sina dos Profetas, e voltar à pacatez de Nazaré…

No íntimo de Jesus, o anoitecer desta quinta-feira é a Hora decisiva da luta entre a Fidelidade e a desistência, entre a Confiança e o medo… Mas se o sofrimento lhe parecia assustador e o viria a fazer chorar de rosto por terra umas horas depois, “voltar atrás” era-lhe insuportável!

Jogava-se a escolha definitiva entre a infidelidade insuportável e a Fidelidade que conduziria a um sofrimento, apesar de tudo, menos insuportável! A Confiança e o Amor trocam sempre os trunfos em jogo…

No início da refeição pascal, Jesus fez silêncio com um pão nas mãos, com os discípulos olhando para ele, certamente esperando que ele proclamasse a bênção habitual daquele momento. Mas Jesus, com aquela crua linguagem que era típica da sua cultura, disse outra coisa: “Este pão é o meu Corpo! Tomai todos! Comei todos do meu Corpo entregue por vós!”Depois partiu-o em pedaços e deu-o a todos a comer.

Já no fim da refeição, quando chegava a altura da Taça da Bênção, que era um grande copo de vinho que o chefe da mesa abençoava e distribuía ritualmente a todos os convivas, Jesus surpreendeu novamente os discípulos: “Este é a taça do meu Sangue. Sangue de uma Nova e Eterna Aliança! Sangue derramado por vós e por todos!”Passou a taça de vinho por todos, e todos beberam.

Na linguagem do pão e do vinho, do Corpo e do Sangue, Jesus faz um convite aos seus discípulos a comungarem consigo e a participarem da sua sorte! Comer com ele, alimentar-se dele, significa comungar com ele, solidarizar-se com o seu destino.

Por isso todos estes sinais de comunhão com os quais Jesus revela aos seus discípulos a sua Confiança absoluta de que a sua Vida iria ser glorificada apesar da morte que lhe estava a ser preparada, são sintetizados por ele deste modo:
“Fazei isto em memória de mim!”
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Quaresma _2009

Domingo de Ramos


No seu aparente fracasso, o caminho de Jesus manifesta-se na total obediência à vontade do Pai. Se até os discípulos, em vez de O compreenderem, o atraiçoaram, como podemos nós presumir que seremos fiéis, ofuscados como andamos por mil luzes que nos prometem uma felicidade passageira? Ousaremos fixar o olhar em Cristo, pelo menos nestes dias santos? Ousaremos caminhar até ao pé da cruz para que em nós renasça uma fé mais madura? Ou ficaremos mais uma vez pelas boas intenções?

Fonte: A Caminho

Domingo de Ramos

Carta de S. Paulo aos jovens de Anta
Queridos jovens:
Hoje decidi utilizar parte do meu tempo para disfrutar a natureza e é deste espaço aberto que me disponho a escrever-vos. Neste momento sinto o ar fresco batendo no meu rosto e experimento a sensação de estar a ser invadido por um sopro de vida. Respiro profundamente, quero que este ar entre, que a partir de dentro empurre e tire para fora tudo o que encontre morto dentro de mim. Que entre e me renove interiormente até poder encher de ar os meus pulmões, sem nenhuma dificuldade.
Ao mesmo tempo que faço este exercício, penso em vós. Sabem que hoje é Domingo de Ramos, e que estamos à porta da celebração da Páscoa. No evangelho deste domingo vamos escutar o relato da Paixão escrito por Marcos. Quando relia este texto recordava-me de uma coisa que escrevi há muitos anos: “De facto, a linguagem da Cruz é uma loucura...”. Não me engano, é isto mesmo o que vós pensais, “Isto é uma loucura!, não há quem O entenda!”, e seguramente que perguntais “Jesus não exagerou?, e, ainda mais, “serviu de alguma coisa a Sua morte?”. Têm o direito de fazer estas perguntas e outras deste estilo.
Não vou dedicar esta carta a responder-vos, seria demasiado longa e no final não sei se chegaríamos a entender alguma coisa. Vou só fazer-vos algumas perguntas para que, cada um de vocês, pense e responda pessoalmente: Já pensaste alguma vez que Deus não é como tu O imaginas, que talvez Deus esteja um pouco louco? Já pensaste alguma vez que faz falta estar um pouco louco para que um mundo diferente seja possível? Que loucuras fazes, ou fizeste, para que os teus ideais se tornem realidade? Já viste fazer alguma loucura a alguém? 
Continuo a sentir como o ar bate no meu rosto e como este sopro de Vida entra em mim. Começo a experimentar que o Espírito de Deus me invade e que o mesmo Espírito me fala de que têm de acontecer coisas novas. Fala-me de que um mundo novo e uma terra nova têm que surgir;de que homens com rostos alegres se saudarão e ajudarão ainda que não se conheçam; de que as crianças compartilharão e aprenderão com os mais velhos; de que teremos tempo para nos escutarmos uns aos outros e por isso ninguém estará mais sozinho. Fala-me de que começaremos a acreditar nos outros, não só nos nossos amigos, mas em todos; de que não teremos inveja e nos empenharemos em construir juntos aquilo que seja o melhor para todos, para a sociedade, para a Igreja, sem nos importarmos de quem é a ideia. Fala-me de que nascerão alguns loucos que acreditarão num Deus Vivo.
Paulo, Apóstolo de Cristo

Domingo de Ramos

Quaresma_2009

Se ainda andas por aí perdido, no meio da Quaresma, ou melhor, quase no fim da Quaresma, sem saber bem para onde navegar, este vídeo pode te ajudar a entrar no ambiente e no ritmo deste tempo litúrgico. Ainda vais a tempo!

É que a Páscoa tem mais sentido se a tiveres descoberto plenamente nestes 40 dias de preparação.

Vai, entra! MOLHA-TE